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Prêmio Empreendedor Social incentiva ações socioambientais de brasileiros

O reconhecimento desses empreendedores é importante para inspirar novos projetos

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O Prêmio Empreendedor Social é o principal concurso de empreendedorismo socioambiental na América Latina. Realizado desde 2005 pela Folha de S.Paulo em parceria com a Fundação Schwab, tem o objetivo de selecionar, premiar e estimular os líderes socioambientais mais empreendedores do Brasil. Essa iniciativa é muito importante para nosso país, pois é essencial para transformar a base da sociedade.

A última edição do Prêmio Empreendedor Social (2017) repetiu o sucesso dos anos anteriores. Recebeu 160 inscrições e, como de costume, apenas três cases foram selecionados para concorrer à premiação final: Valdeci Ferreira  (FBAC), Bernardo Bonjean (Avante) e Ronaldo Lemos (ITS).

Créditos: Keyni Andrarde/Folhapress

A Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), de Valdeci Ferreira, levou o prêmio principal. A entidade é uma associação civil sem fins lucrativos, foi criada para disseminar, formar e fiscalizar uma ideologia inovadora de humanização no sistema prisional. Diferente do sistema comum, em que o condenado é isolado, nas casas administradas pela Fraternidade, os presos são incentivados a resgatar a cidadania, aprender uma profissão e são tratados com dignidade. Ao merecerem a confiança da instituição, recebem as chaves das próprias celas e o percentual de fuga é baixo. Já o índice de reincidência é de 20% nas FBAC contra 85% nas prisões tradicionais.

Bernardo Bonjean foi finalista pela criação da Startup Avante, projeto que  surgiu com a proposta de levar inclusão financeira para um público ignorado pelos bancos convencionais.  Presente em 116 municípios do Maranhão, Ceará e Pernambuco, a Avante já emprestou mais de R$ 100 milhões e possui 150 agentes de crédito. O diferencial é oferecer condições especiais e sem burocracias para seus clientes, que na maioria das vezes são microempreendedores.

O terceiro indicado foi Ronaldo Lemos, do Instituo de Tecnologia e Sociedade, que concorreu com a criação do aplicativo “Mudamos”. A finalidade da ferramenta é facilitar a coleta de dados para projetos de lei de iniciativa popular, com a garantia de que as informações coletadas se tornem um banco de dados único, seguro e certificado. Além disso, existe a garantia de que as assinaturas eletrônicas sejam colhidas de maneira simples e rápida, solicitando apenas o CPF e o título de eleitor. Para Lemos, “isso fará com que a população seja protagonista, não apenas nas eleições.” Mudamos, lançado em março de 2017, já foi baixado por mais de 500 mil usuários.

A participação na competição proporciona aos finalistas uma maior projeção nacional e internacional, a qual é reforçada pelo alto nível de qualificação e networking. Desta forma, os indicadores em sustentabilidade, impacto social direto e indireto, influenciam políticas públicas, abrangência e escalabilidade, que podem ser aprimorados.

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