Mordidas de morcego exigem atenção e atendimento de saúde
HEF registrou cinco atendimentos em setembro e orienta população sobre os cuidados após contato com o animal
Uma mordida de morcego, mesmo pequena e aparentemente sem gravidade, não deve ser ignorada. Embora acidentes envolvendo esses animais sejam menos frequentes do que mordidas de cães ou picadas de animais peçonhentos, o contato pode resultar em exposição ao vírus da raiva, doença grave que pode ser prevenida quando a assistência adequada é buscada rapidamente.
O alerta ganha relevância diante dos cinco atendimentos registrados pelo Hospital Estadual de Formosa (HEF), em setembro, relacionados a mordidas de morcegos. Situações envolvendo esses animais exigem atenção e conhecimento sobre os primeiros cuidados e o momento certo de procurar um serviço de saúde.
Após uma mordida ou arranhão, a primeira medida é lavar imediatamente o local com água corrente e sabão. Em seguida, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para avaliação, mesmo que a lesão pareça pequena ou não seja facilmente identificada.
Segundo o infectologista do HEF, Wanderson Sant’Ana, mesmo uma lesão aparentemente pequena deve ser avaliada por um profissional de saúde. “A mordida de morcego pode ser discreta e, em alguns casos, a pessoa sequer percebe uma lesão significativa. Por isso, qualquer contato direto com o animal deve ser levado a sério. A orientação é lavar bem o local com água e sabão e procurar atendimento o quanto antes para que seja avaliado o risco de exposição”, explica.
A avaliação realizada pelos profissionais de saúde considera as características do contato e define a necessidade de medidas de prevenção. Por isso, não é recomendado aguardar o aparecimento de sintomas para buscar assistência. “Quando existe uma possível exposição ao vírus da raiva, o tempo é um fator importante. A prevenção precisa ser iniciada antes do aparecimento dos sintomas, por isso a pessoa deve procurar o serviço de saúde mesmo que esteja se sentindo bem. A equipe vai avaliar o caso e indicar a conduta adequada”, orienta o médico do HEF.
Cuidados após o contato
Além de procurar atendimento, a população deve evitar tocar ou tentar capturar o morcego. Caso o animal esteja no ambiente, a orientação é manter distância e acionar os serviços responsáveis pelo controle de Zoonoses para receber as orientações necessárias.
Também é importante informar aos profissionais de saúde como ocorreu o contato, se houve mordida ou arranhão e em qual parte do corpo aconteceu a exposição. Essas informações ajudam na avaliação e na definição da melhor conduta. A prevenção é fundamental diante de qualquer possível exposição à raiva.
Por Braz Silva